domingo, 29 de março de 2015

Gibis estimulam alunos de Cmei a tomar gosto pela leitura

Já foi o tempo em que as revistas em quadrinhos eram proibidas em sala de aula. Agora, os gibis ganharam significado pedagógico e são uma excelente opção para incentivar a leitura entre aqueles que estão entrando no mundo das letras. A começar pelos personagens que, por si só, são atraentes para a garotada.
 
Assim, os alunos e professores dos 49 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) comemoram a chegada das "Gibitecas Turma da Mônica", recentemente adquiridas pela Secretaria Municipal de Educação (Seme).

"As histórias em quadrinhos ou gibis são revistas que unem o texto à imagem, criando uma sequência de quadros que acompanham o desenvolvimento do texto. Podem ser utilizadas como um dos recursos para a aquisição da linguagem escrita e da leitura nas crianças atendidas na educação infantil, constituindo-se em vivências prazerosas no desenvolvimento curricular", disse a secretária municipal de Educação, Adriana Sperandio.

Aprender brincando
"Além de incentivar o hábito da leitura, a união da linguagem gráfica com a escrita ainda ajuda na assimilação de temas diversos, aumentando a capacidade de análise, interpretação e reflexão das crianças", argumentou a gerente de Educação Infantil da Seme, Ana Paula Holzmeister.

Entre os exemplos de aplicação, estão a análise de textos e ampliação do vocabulário. Com isso, o jovem leitor passa a se familiarizar com os momentos decisivos e personagens que marcaram a história do Brasil e, ainda, recebe informações sobre meio ambiente, mudanças de paisagens e clima.

Literarte
O Cmei Valdívia da Penha Antunes Rodrigues, que fica em Santos Dumont, possui o projeto de leitura "Literarte – Literatura e Arte em Toda Parte" e comemora a chegada da Gibiteca. "O formato favorece a interação e a autonomia entre as crianças, uma vez que elas têm livre acesso à estante", disse a diretora do Cmei, Patrícia Massaria Loureiro.

Ela completou: "O desafio é garantir às crianças uma aprendizagem significativa, realmente voltada para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo. O objetivo do nosso projeto é fazer com que a leitura seja fonte de descobertas, desperte emoções, estimule a criatividade e incentive a criticidade, com vistas à construção da identidade".

Gibiteca Turma da Mônica
A série "Saiba mais com a Turma da Mônica" nasceu da intenção de levar educação e cidadania ao ambiente escolar, por meio da leitura descontraída encontrada nas histórias em quadrinhos. A partir dessa proposta, o projeto pretende estimular o aprendizado e o conhecimento dos temas fundamentais, objetivando formação de qualidade e apropriação da informação com o auxílio da linguagem inovadora presente nas histórias em quadrinhos.

Publicado originalmente no Folha Vitória

domingo, 22 de março de 2015

Oficina na Casa de Leitura: Faz-zine: a elaboração de um fanzine interdisciplinar


No dia 28 de março, das 08:30 às 11:30, será realizada uma oficina de fanzines com Gazy Andraus, na Casa de Leitura Lya Müller Botelho. A oficina é gratuita. Serão oferecidas 20 vagas. As inscrições podem ser feitas no dia, das 08:00 às 08:30.

Podem participar professores e alunos de escolas da cidade, além de membros da comunidade. Os participantes deverão levar folhas de papel A4, lápis, caneta, lápis de cor, régua, tesoura e borracha. 

A oficina é promovida pela SECRETARIA DE CULTURA, em parceria com a GIBITECA ESCOLAR com o apoio da CASA DE LEITURA LYA MÜLLER BOTELHO e da ASSOCIAÇÃO DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL. 

Leia a ementa:
Os fanzines (revistas independentes paratópicas) são essenciais fontes plurívocas de informação imagética à educação, e como quaisquer outras artes que possuem linguagem própria em suas estruturas, são produzidas por autores que refletem suas condições idiossincráticas, abordando suas condições antropológicas, históricas, geográficas, sociológicas, inserções políticas etc. Assim, os participantes dessa oficina, poderão a partir de textos próprios e/ou desenhos, em quaisquer temáticas, criar material que pode ser diretamente trabalhado para resultar em um fanzine autoral ou em grupo. Poderão elaborar artigos, textos poéticos, crônicas, resenhas, contos, ilustrações desenhadas (ou por foto colagens), HQ, tiras, charges e/ou cartuns, além do que mais puderem criar, transformando tudo numa revista independente cujo formato livre pode ser o mais diversificado possível culminando num zine ou até num novo Artezine-objeto, como exercício criativo pleno de possibilidades interdisciplinares. 

Gazy Andraus é professor licenciado em educação Artística pela FAAP. Sua dissertação no Mestrado de Artes Visuais, do Instituto de Artes da UNESP (1999), abordou as HQ autorais de temática filosófica, traçando um paralelo entre suas mensagens intuídas com a Física Quântica. Já em seu doutorado realizado na área das ciências da Comunicação pela ECA – USP (2006) com a tese “As Histórias em Quadrinhos como informação imagética integrada ao ensino universitário” (e premiada como melhor tese de 2006 pelo HQMIX) desvendou a questão das imagens desenhadas nas HQ serem absorvidas pelo hemisfério cerebral direito (intuitivo e criativo) mais que pelo esquerdo (racional e linear), e por isso serem os quadrinhos (como as artes) preponderantes e necessários à educação do ser humano, para uma integração e desenvolvimento sistêmico da inteligência, e não estritamente racional como tem sido na educação tradicional.

domingo, 8 de março de 2015

Editora Nemo lança HQs com importantes temas da história

Doris Miranda
 
De uns anos para cá, o mercado editorial começou a perceber que a garotada rende muito mais quando os assuntos do currículo escolar são abordados de forma diferente da explanação formal em sala de aula. Foi quando começaram a surgir diversas histórias em quadrinhos contendo clássicos da literatura ou mesmo recortes históricos.

Bons exemplos são os lançamentos da editora Nemo: A Herança Africana no Brasil e Descobrindo um Novo Mundo, ambos voltados para o público em idade escolar. Escrito por Daniel Esteves, ganhador do Troféu HQ Mix 2006 (roteirista revelação), A Herança Africana no Brasil é super necessário para o aluno que ainda não ouve com a frequência devida discussões sobre negritude em sala de aula.

O livrinho, desenhado por Wanderson de Souza e colorido por Wagner de Souza,  resgata a história da escravidão e a presença de elementos africanos na nossa vida. E faz isso de forma dinâmica, trazendo para o cotidiano. A narrativa é guiada pelo ano e cidade em que a história se passa, sem ligar muito para a cronologia dos acontecimentos.

Castigos
O primeiro capítulo, por exemplo, se passa na Salvador dos dias de hoje, durante a conversa entre uma neta e sua avó, ialorixá num terreiro de candomblé da cidade. A menina, que vivencia outro credo em casa, não estranha as cerimônias do axé, mas indaga as diferenças no núcleo familiar: “Quem somos nós, vovó?”, pergunta a menina. “Somos o que trazemos com a gente”, responde.

A partir daí, a velha traz à tona a ancestralidade de seus antepassados, contando que o comércio de escravos já existia na África mas foi intensificado pelos portugueses, que espalharam mais de cinco milhões de negros na diáspora africana em cerca de 300 anos de escravidão nas Américas.

Nesse ponto, a história volta no tempo e o jovem leitor vê as atrocidades cometidas com os escravos no Brasil. A separação das famílias, o trajeto em condições áridas nos navios, a distribuição pelos engenhos  e os castigos.  Mas o livro não é só sofrimento, não, viu? Como o próprio título sugere, a ideia é mostrar o legado cultural que a diáspora africana fortaleceu nos locais onde se fixou.

No Brasil, por exemplo, teve a capoeira, o samba, as comidas de dendê, o candomblé... Com esse fio condutor, o jovem leitor vai conhecendo também a história de vários lugares no país.

Nos estados do Nordeste, a lida nos engenhos de cana; em Minas Gerais e na Chapada Diamantina (BA), surge o garimpo; o dia a dia nos quilombos espalhados por todo o território nacional e um pouquinho da história de Tia Ciata (1854-1924), baiana que promovia rodas
de samba no Rio de Janeiro, e até José do Patrocínio (1854-1905), ativista do movimento abolicionista.

Descobertas
Voltando bem mais no tempo, entre o fim da Idade Média e início da Moderna, a HQ Descobrindo um Mundo Novo, de Lillo Parra, Rogê Antônio e Akira Sanoki, leva o leitor ao período das grandes descobertas feitas pelos europeus na era da navegação em busca de rotas comerciais e, claro, territórios ‘sem dono’.

Época de ouro para quem tinha grandes frotas navais, como Inglaterra, Espanha e Portugal, que se espalharam mundo afora. Seguindo uma narrativa cronológica, os autores recontam a história através do noviço José  de Anchieta (1543-1597) e do menino Joaquim, aprendiz de marinheiro, que estão a caminho do Brasil, em 1553.

Quadrinho a quadrinho, o leitor vai percebendo que esse foi um período politicamente especial  para os países ibéricos, que conquistaram diversos territórios pelo mundo e ligaram o Ocidente ao Oriente.

Era um tempo de reis e comerciantes ávidos por riquezas, novos mercados, papas que empurravam o cristianismo com mão de ferro nos novos territórios para  evitar o avanço da cultura islâmica em seus domínios.

Matéria publicada originalmente no CORREIO

O brasileirinho que desenha exemplos

talentos que despertam muito cedo na vida e merecem ser incentivados. Miguel é um menino brasileiro de 7 anos de idade que tem o dom de desenhar e de transmitir, através dos desenhos, mensagens de beleza.

Admirado com a história de vida de homens e mulheres santos de todos os tempos e lugares do cristianismo, ele tem dedicado o seu talento a retransmitir o testemunho dessas almas que viveram para Deus! Incentivado e ajudado pelos pais, Miguel idealizou uma página no Facebook para publicar diariamente uma imagem representativa do santo do dia.

Leia mais e confira outras ilustrações, clicando aqui!

terça-feira, 3 de março de 2015

Inscrições abertas para curso de HQ

Estão abertas as inscrições para a nova turma do Curso de Histórias em Quadrinhos da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. Para garantir uma vaga, os interessados devem procurar a Seção Infantil da biblioteca até sexta-feira (6). Podem participar crianças de 7 a 13 anos e não é preciso ter experiência com desenho para participar. O endereço é Rua Cândido Lopes, 133, Centro.

A primeira aula está marcada para o próximo sábado (7). Serão dez encontros, sempre aos sábados, das 10h às 12h. O curso, gratuito, é ministrado pelo professor Marcelo Oliveira, do estúdio UCMComics.

Ao final do semestre, os alunos produzem uma nova edição da Boing!, revista em quadrinhos da Biblioteca Pública. Mais informações: (41) 3221-4980.

Retirado do Bem Pará

A HISTÓRIA DO BRASIL EM QUADRINHOS

Dom João Carioca

Artigo da coluna "Ala Jovem" no jornal Circuito Mato Grosso

Rosemar Coenga

abemos que as linguagens alternativas têm sido utilizadas como valiosos  recursos didáticos para a aprendizagem. Entre essas linguagens, as Histórias em Quadrinhos têm ganhado terreno entre os jovens leitores. As HQs têm oferecido diversas possibilidades de uso, apresentando os conteúdos históricos numa linguagem mais aprazível e próxima do universo cognitivo dos jovens.

Através da linguagem dos quadrinhos, o cartunista Spacca e a historiadora Lilia Moritz Schwarcz narram a aventura do casal real que atravessa o oceano e pela primeira vez governa um império a partir de sua colônia americana. O livro D. João Carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (2007) reconta essa história usando a linguagem dos quadrinhos, elaborada com base em extensa pesquisa não só documental e historiográfica como fielmente pautada na iconografia da época. A obra traz ainda uma bibliografia sobre o tema, uma cronologia que ajuda a entender os fatos no calor da hora e inclui uma galeria de esboços preliminares e estudos de personagens, cenários e vestimentas.

Num romance em quadrinhos sobre a guerra do Paraguai, André Toral relata Adeus, amigo brasileiro (2008) a história de quatro personagens que participaram do conflito: dois vaqueiros do interior da Bahia, um jornalista carioca e um paraguaio que estudava em Londres. Acompanhando suas vidas, o autor constrói um grande panorama sobre a época e o contexto da guerra que envolveu entre 1864 e 1870 os países que atualmente fazem parte do Mercosul.  Toral mostra de que maneira a guerra interferiu diretamente na vida das pessoas – na carreira, nos negócios, nas relações familiares, nos casos de amor, nas convicções políticas e ideológicas. Seguindo o fio de um enredo fictício, ele acompanha o cotidiano dos exércitos no "teatro de operações", mostrando o pequeno comércio que se forma no rastro do deslocamento das tropas, as trocas entre os soldados, as pequenas ambições, os preconceitos de lado a lado, a ausência de glamour, os privilégios, as demonstrações de bravura e covardia etc. Essas e muitas outras obras contribuem significativamente para aproximar o jovem da leitura.

Publicado no Circuito Mato Grosso

Quadrinhos fazem adaptação de grandes romances e autores


Quadrinhos e literatura sempre conversaram entre si. Há uma década, o mercado brasileiro vive um bom momento para adaptações de romances para gibi – sobretudo de títulos dedicados ao público infantojuvenil, ainda em formação, para quem as versões apresentam clássicos ou obras recomendadas pelos principais vestibulares do país. 

Agora, as editoras voltam o foco para um público mais experiente e conhecedor de alta literatura, com quadrinizações que procuram ser obras completas, tão densas quanto os romances originais. Nesta seara, de Milton Hatoum a Guimarães Rosa, de Adolfo Bioy Casares a Albert Camus, variados autores têm seus livros transformados em romances gráficos.

Uma das mais esperadas adaptações deste ano é a de “Dois Irmãos”, do amazonense Milton Hatoum, feita pelos paulistanos Fábio Moon e Gabriel Bá para a Companhia das Letras, que será lançada neste mês.

No fim do ano passado, “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, ganhou uma versão pelos quadrinistas Eloar Guazzelli e Rodrigo Rosa, em edição caprichada (com 7.000 volumes numerados) lançada pela Biblioteca Azul, selo da Globo.

Já “A Morte de Ivan Ilitch”, de Liev Tostói, ganhou sua versão pelas mãos do cartunista Caeto para a editora Peirópolis. E outras ainda deverão chegar ao mercado, como “O Seminarista”, que comemora os 90 anos de Rubem Fonseca, com roteiro adaptado por ele mesmo e ilustrado por Rodrigo Rosa, para a editora Agir.

Na avaliação do veterano Guazzelli, há três décadas envolvido no setor, “o mercado brasileiro de quadrinhos nunca viveu um momento tão positivo e muito disso aconteceu em função das adaptações”. Através delas, as editoras “descobriram” o nicho e o talento dos quadrinistas nacionais.

De acordo com Renata Farhat Borges, diretora da editora Peirópolis, essa virada aconteceu a partir de 2006, quando as adaptações de clássicos em quadrinhos passaram a ser incluídas nos editais de compra de livros para escolas.

Assim, obras importantes para o currículo escolar, como “O Alienista”, de Machado de Assis, começaram a ser quadrinizadas. No afã de vender para o governo, três versões somente desse romance machadiano já foram publicadas até agora, pelas editoras Companhia Editora Nacional, Ática e Escala, cada uma delas adaptadas por quadrinistas diferentes. Como elas exemplificam, uma enxurrada de quadrinizações de livros em domínio público inundou o mercado.

Para Guazzelli, a euforia do mercado para o nicho tem seu lado positivo e negativo. “Foi lindo ver quadrinistas podendo se dedicar a desenhar, ganhando por isso. Mas tudo que exige um ritmo industrial acaba perdendo na qualidade. O principal dessa história é que passaram a ver valor nos profissionais, que já estavam prontos para quando a oportunidade surgisse”, diz. Novo momento. 

O que acontece, agora, é uma nova percepção das editoras: a possibilidade de vender as adaptações para quem já consome os livros, para além da sala de aula.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quadrinhos de pernambucanos em exposição no Shopping Guararapes

Trabalhos de quadrinistas pernambucanos serão expostos, a partir desta segunda-feira (26), no Shopping Guararapes, em comemoração ao Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, celebrado na sexta-feira (30). A programação da primeira Expocomics Guararapes tem ainda mesas temáticas para discutir o tema e mostra de edições raras.

Jarbas Domingos, Bruno Alves, Romo Oliveira, Luciano Felix, Rafael Anderson, Thony Silas, Wamberto Nicomedes, Milton Estevam, Amaro Braga, Danielle Jaimes, Roberta Cirne, Laerte Silvino, Eduardo Schloesser e Rodrigo Acioli são os artistas que vão expor seus quadrinhos no mall.

Além disso, o colecionador Filipe Lira, da Fênix Comic Shop, trará quadrinhos raros e edições históricas de personagens como Homem-Aranha e Capitão América e relançamentos de edições raras como a do Batman em 1940.

As mesas temáticas serão no último dia da Expocomics, sábado (31), começando com o debate sobre A história do quadrinho nacional, com Bruno Alves e Murilo Lima. Em seguida, as discussões serão sobre a publicação de quadrinhos no Brasil, com Luciano Félix e Laerte Silvino, e quadrinistas brasileiros no exterior, com Thony Silas.
SERVIÇO Expocomics Guararapes

Com exposição de trabalhos de pernambucanos, edições raras e mesas temáticas
De 26 a 31 de janeiro
No Shopping Guararapes

Publicado no UOL

DIA NACIONAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: SUGESTÃO DE PROGRAMAÇÃO


Nesse dia 30 de Janeiro de 2015, a Gibiteca de Curitiba vai receber para um bate papo quadrinistas e editores para pontuar, debater e revelar quais são os planos e o futuro para os quadrinhos para o ano de 2015.
Ingresso: gratuito 
Data(s): 30/01/2015 
Horário(s): 19h às 21h 
Público Dirigido: não 
Espaço Cultural: Gibiteca de Curitiba

Os apaixonados por publicações em quadrinhos e seus personagens vão poder curtir o 2º HQ Comics Expo Embu das Artes no próximo final de semana. A abertura oficial da Exposição Coletiva Arte Embu Comics acontece na sexta-feira, dia 30, às 19h, no Centro Cultural Mestre Assis. Participam da mostra grafiteiros, quadrinistas e artistas da cidade e região, com pinturas e desenhos inspirados em histórias em quadrinhos e seus personagens. A exposição será das 9h às 20h, no sábado e domingo, dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. Como já é tradição os fãs geralmente comparecem ao evento vestidos iguais aos seus personagens preferidos.  Por isso a HQ Comics de Embu elegerá os melhores cosplayers que circularem pelo local. 



O Espaço Multiverso, de casa nova, realizará nos dias 30, 31 de janeiro e 1º de fevereiro deste ano a 8ª Feira de Quadrinhos e Artes, evento em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro). O local terá promoções, lançamentos, oficinas, bate-papos e sessões de autógrafos. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Grande Sertão: veredas" ganha versão em quadrinhos

Assim como o Sertão, o romance Grande Sertão: veredas, obra-prima do mineiro João Guimarães Rosa, também é o mundo, é em toda parte, é dentro da gente, é sem lugar, é o sozinho. Uma das narrativas mais tocantes e trabalhadas da literatura brasileira, o volume é tão amado quanto respeitado – e, justamente por isso, considerado quase irretocável. Recriar ou inventar em cima de um livro tão icônico parece, na melhor das hipóteses, risco desnecessário.

Viver, no entanto, é muito perigoso, e a vida quer da gente coragem. Dois quadrinistas gaúchos, Eloar Guazzelli e Rodrigo Rosa, aceitaram o desafio proposto de contarem em HQ a história de Riobaldo, da guerra entre jagunços, o amor por Diadorim e a existência do diabo. Grande Sertão: veredas – graphic novel (Biblioteca Azul) foi publicado no final ano passado, em uma edição caprichada e com tiragem limitada de 7 mil exemplares. Uma versão ousada, com qualquer adaptação do clássico teria que ser.

No volume, com 180 páginas, reduz bastante as mais de 600 do romance – a principal dificuldade, segundo o roteirista Eloar Guazzelli. Experiente em adaptações, ele precisou, para poder cortar com coerência, colocar os acontecimentos em ordem cronológica, em oposição às deliciosas idas e vindas do pensamento de Riobaldo. Não sem uma boa dose de sofrimento, boa parte das elucubrações do personagem-narrador foram postas de lado, assim como algumas histórias paralelas. “Eu tive que cometer o crime de retirar coisas da obra”, define Eloar.

PUBLICADO NO: JORNAL DO COMÉRCIO

sábado, 17 de janeiro de 2015

Quadrinhos contra o Ebola

O artista moçambicano Justino Cardoso, 54 anos, lançou em agosto do ano passado uma polêmica obra em quadrinhos sobre os perigos epidêmicos do ebola.

O lançamento foi em conjunto com uma exposição no Museu Nacional de Etnologia de Nampula, região norte de Moçambique, no dia 06 de agosto de 2014 com encerramento no dia 06 de setembro do mesmo ano. Nampula está numa região com grande movimentação de imigrantes, principalmente de lugares afetados pelo ebola.

A história em quadrinhos "O Sorriso do Ebola" ironiza a doença e sua mortandade, alertando seus leitores sobre os verdadeiros riscos de surto epidêmico. Seu objetivo é a conscientização das populações tanto locais quanto vindas das regiões mais afetadas do continente. Material publicado no país, mas ainda não aproveitado pelos países vizinhos.

O artista já havia participado de outro lançamento de livro, "Macuas de Moçambique", e ministrado um curso, em comunhão com a UNESCO, de artes gráficas, desenho e escultura na instituição, e viu oportuno fazer uma narrativa informativa de alerta às populações na região. O Ebola voltou enquanto surto no começo de 2014 e ainda é uma doença ameaçadora no continente africano, aproximando-se de 9 mortes em 21 mil casos registrados até recentemente. A Organização Mundial de Saúde, no dia 14 de janeiro deste ano, registrou queda na mortalidade, apesar de que a crise do Ebola deve durar até final de 2015.

Se a taxa de tratamento e hospitalização continuar na faixa de 85%, o desfecho da epidemia poderá ocorrer em junho de 2015, segundo o pesquisador John Drake, da Escola de Ecologia Odum da Universidade da Geórgia.
 
PUBLICADO NO QUADRO A QUADRO

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Revista em quadrinhos de jovem em Divinópolis fala sobre solidariedade

Aos 19 anos, Gustavo Majory, um jovem estudante de Divinópolis, apaixonado por poesias, decidiu reinventar a forma de escrever e passou a produzir revistas em quadrinhos. A edição de número um, foi lançada essa semana com o tema "Natal Solidário". A intenção do jovem é conscientizar leitores que atitudes muitas vezes banalizadas, podem fazer a diferença na sociedade.
Segundo Gustavo o estilo de escrita não chamava muito a atenção dele, já que sempre esteve ligado à poesias. Há um ano quando decidiu que faria as revistas, com ajuda de um amigo desenhista, passou a pesquisar temas de venturas que pudessem despertar a consciência das pessoas com relação a atos banalizados, como ajudar um menino de rua. "A decisão por fazer gibi veio naturalmente. Acho que as pessoas que escrevem passam por fases, já escrevi muitas poesias, crônicas, ao decorrer do tempo vamos mudando e agora decidi investir em histórias de quadrinhos", disse.
A intenção do jovem escritor é que a cada mês a revista trate de um teme e já está programado para a próxima edição  uma revista que tratará de meio ambiente. "A intenção é falar da limpeza do nosso rio Itapecerica", disse.
Primeira edição
Com o tema "Natal Solidário", a revista conta a história de uma turma chamada pelo autor de "Turminha do Itapecerica", onde três personagens principais, que são crianças com idades de sete e oito anos, se unem para proporcionar um Natal diferente para um menino de rua. Juntos eles acionam outros amigos e recolhem roupa, brinquedos e até comida. Em seguida fazem a entrega dos presentes juntos. "A ação é mobilizada pelas próprias crianças. A intenção é mostrar que é possível fazer algumas coisas que ao final vão gerar satisfação para a sociedade. O menino ficou feliz e as crianças que ajudaram também", disse

Disponível em: G1 CENTRO OESTE MG

Aprendendo com os quadrinhos

por
Inaldo da Paixão Santos Araújo





Certo dia, escrevi que muito aprendi e aprendo com as histórias em quadrinhos. Apesar de ser um entusiasta por mudanças e em nelas acreditar, não mudei o meu pensar. Como já confessei alhures, se hoje sou um apaixonado pelos livros, o meu encantar teve como mote principal a arte dos quadrinhos. Saudades (sempre!) das primeiras leituras de Mickey Mouse e dos geniais heróis, da Marvel e da DC Comics.
Muitos desconhecem a essência dos quadrinhos e até os banalizam. O fato é que eles são importantes no processo de aprendizagem, e isso não deve, nem pode, ser desconsiderado.
Entendo que a história em quadrinhos representa a junção de duas artes: o desenho e a escrita. E não podemos esquecer: é a arte que nos aproxima do divino.
Desse modo, a leitura visual é um fator que motiva e desperta o interesse para a leitura, de forma criativa, lúdica e prazerosa, ampliando o potencial de comunicação e conhecimento, até mesmo para os pequenos que não sabem “ler” (no sentido convencional do verbo).
Assim sendo, gosto, sempre que possível, de utilizar essa figura que encanta como um veículo que transmite bons exemplos, promovendo, igualmente, o ensino de bons valores e de bons hábitos.
Utilizar o quadrinho para o ensino torna a apreensão do conhecimento algo muito mais descomplicado, pois o estudo se torna uma enorme brincadeira. E afinal, quem não gosta de aprender brincando?
Não é à toa que o dizer atribuído a Platão assim informa: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa”.
Mas voltando ao tema dos personagens dos quadrinhos, há muito deixei de ler os almanaques da Disney. Muito tempo faz que não lia o universo dos super-heróis. Não consegui acompanhar suas constantes alterações, seus estranhos mundos, suas mudanças de uniformes e suas mortes e ressurreições.
Para os não iniciados, explico a quais heróis me refiro: da editora DC Comics, o Batman e o Super-Homem; já os da editora Marvel, o Homem de Ferro, o incrível Hulk, o Thor, o Capitão América e o impressionante Homem-Aranha.
Faz algum tempo, ao passar em uma banca de revistas, em um centro comercial da cidade (alguém já percebeu que na orla de Salvador não existem bancas de jornais? Aliás, o que existe mesmo naquilo que nós soteropolitanos denominamos de orla?), chamou minha atenção uma nova publicação do Homem Morcego.
Como era o número um, resolvi comprar e voltar ao passado, ou tentar entender o presente.
Fui duplamente agraciado. Primeiro, ao ler a revista, lembrei-me das minhas leituras às tardes, no bairro de Itapuã, local onde passava o verão e não via o tempo passar. Hoje, como já escrevi, não passo – nem posso passar – na praia de Itapuã.
Naqueles tempos, como era difícil conseguir dinheiro com o velho Paixão para comprar um exemplar para minha pequena coleção de gibis! (um dia, ainda confesso meus pecados). Mas hoje o que me falta é, cada vez mais, tempo para ler.
O segundo motivo para o meu contentar foi o discurso proferido por Bruce Wayne (o Batman) sobre o dia de amanhã, nas primeiras páginas da revista, na história “Truque com facas”, com roteiro de Scott Snyder.
Nele, o milionário Bruce Wayne, ao defender propostas inovadoras para a cidade de Gotham City, relata que não há sentido em se preocupar com o que se foi ou com o que se é, mas, sim, com o que se quer ser. No transcurso da sua fala, Wayne rememora um dizer de seu pai e verbaliza que “o amanhã está a um sonho de distância”.
Ao ler essa frase, muito refleti sobre a importância do sonhar e do acreditar para a transformação de uma realidade. Em outras palavras, toda realização humana depende sempre do ato de idealizar.
É, caro leitor, em face das atribulações da vida, tenho deixado de lado muitas coisas boas, simples e, paradoxalmente, importantes.
Entretanto, permita o Senhor que eu não perca a minha capacidade de ler e que, nas minhas leituras – seja de livros ou de quadrinhos –, eu continue a compreender o quanto é bom recordar, o quanto é bom viver, o quanto é bom aprender, o quanto é bom sonhar; afinal, não é o sonho que nos separa do amanhã? Contudo, o que ao mesmo tempo separa aproxima.
Além disso, não é no amanhã que, como poetizou Guilherme Arantes, “está toda a esperança por menor que pareça” e “mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam ver o dia raiar”?  
Texto original disponível em: Tribuna da Bahia

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

VOTOS DE UM FELIZ 2015!

O ano de 2015 passou tão rápido que a impressão que fica é que foi pouco tempo para muita coisa que precisava ser feita. Mas vem aí o ano de 2015, renovando esperanças e abrindo caminho para muitos projetos. 

A nossa Gibiteca continua aí, firme e forte, caminhando para 8 anos de existência. Parece que foi ontem. Agradecemos imensamente a todos os nossos colaboradores, a todas as pessoas que se dispuseram, de uma forma ou de outra, a ajudar nosso projeto, a acreditar que ela possível tonar o ensino mais lúdico e prazeroso.

Uma vez fui chamada à atenção porque falei justamente isso: que aprender devia ser agradável. Continuo acreditando nisso porque não há prazer igual ao de completar uma atividade com êxito, de sentir que o esforço valeu a pena, de construir alguma coisa, mesmo que seja um pequeno mas significativo conhecimento,

Que 2015 seja o ano das construção: que possamos construir com a nossa imaginação e que os quadrinhos possam ser nossa matéria-prima.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mangá cheio de química


Paixões adolescentes, intrigas de um colégio interno e química, em todos os sentidos. A mistura inusitada foi proposta por um projeto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e transformada no mangá Sigma Pi, história em quadrinhos ao estilo oriental que explora as confusões da rotina de um colégio interno a partir da ciência. O resultado final é uma série que mostra de maneira simples e divertida como a química está presente nas mais diferentes situações do dia a dia.

A trama, que já está na sétima edição, é de autoria da química Adriana Yumi, da UFSCar, que teve a ideia de misturar suas duas paixões: química e quadrinhos. “Sempre fui fã de quadrinhos, como a Turma da Mônica, e de mangás, e comecei a desenhar e escrever o Sigma Pi em 2009, quando ainda estava cursando a graduação em química”, lembra. “Acho que essa é uma ótima forma de despertar o interesse de adolescentes e do público em geral pela química e pelas ciências exatas.”

As histórias são destinadas principalmente ao público infanto-juvenil e envolvem as rotinas de cinco personagens que estudam juntos em um colégio interno.

“Branca, a protagonista, vai estudar nessa escola, onde todos devem se filiar a algum clube, e ela acaba obrigada a entrar no clube de química, o Sigma Pi”, conta. “Apesar da resistência inicial, ela acaba gostando da experiência e conhecendo novos amigos e percebe que a química está em todos os lugares e pode ser muito interessante”, conta Yumi.  

Química do dia a dia

Além de desentendimentos, romances, comédia e outros ingredientes que têm tudo para despertar o interesse do público, a autora aborda temas como átomos, os três estados da matéria, ácidos, bases.
A autora, que atualmente escreve o oitavo número do mangá, pretende concluir a trama em vinte edições.
 
“Por exemplo, em um ponto da história, as personagens não podem entrar no laboratório do clube, então decidem fazer um experimento com elementos do cotidiano, fora do laboratório, para distinguir ácidos de bases”, destaca Yumi. “Eles mostram que, se fizermos um suco de repolho roxo, que serve como um indicador de acidez, e adicionarmos vinagre, a mistura fica rosa, indicando que o vinagre é ácido. Se colocarmos sabão em pó, fica verde, pois o sabão é uma base.”

A autora, que atualmente escreve o oitavo número do mangá, pretende concluir a trama em vinte edições. Cada revista custa de 4 a 6 reais, mas todas elas também estão disponíveis para leitura on-line. “Apesar dos gastos que tenho com a série, vale a pena porque, além de ser um meio de entretenimento, é uma forma de divulgar a química”, ressalta. “E o trabalho também é muito importante para mim, pois evoluí bastante como escritora desde a primeira edição.”

PIsabelle Carvalho
Retirado do Ciência Hoje On-line