terça-feira, 3 de março de 2015

Inscrições abertas para curso de HQ

Estão abertas as inscrições para a nova turma do Curso de Histórias em Quadrinhos da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba. Para garantir uma vaga, os interessados devem procurar a Seção Infantil da biblioteca até sexta-feira (6). Podem participar crianças de 7 a 13 anos e não é preciso ter experiência com desenho para participar. O endereço é Rua Cândido Lopes, 133, Centro.

A primeira aula está marcada para o próximo sábado (7). Serão dez encontros, sempre aos sábados, das 10h às 12h. O curso, gratuito, é ministrado pelo professor Marcelo Oliveira, do estúdio UCMComics.

Ao final do semestre, os alunos produzem uma nova edição da Boing!, revista em quadrinhos da Biblioteca Pública. Mais informações: (41) 3221-4980.

Retirado do Bem Pará

A HISTÓRIA DO BRASIL EM QUADRINHOS

Dom João Carioca

Artigo da coluna "Ala Jovem" no jornal Circuito Mato Grosso

Rosemar Coenga

abemos que as linguagens alternativas têm sido utilizadas como valiosos  recursos didáticos para a aprendizagem. Entre essas linguagens, as Histórias em Quadrinhos têm ganhado terreno entre os jovens leitores. As HQs têm oferecido diversas possibilidades de uso, apresentando os conteúdos históricos numa linguagem mais aprazível e próxima do universo cognitivo dos jovens.

Através da linguagem dos quadrinhos, o cartunista Spacca e a historiadora Lilia Moritz Schwarcz narram a aventura do casal real que atravessa o oceano e pela primeira vez governa um império a partir de sua colônia americana. O livro D. João Carioca: a corte portuguesa chega ao Brasil (2007) reconta essa história usando a linguagem dos quadrinhos, elaborada com base em extensa pesquisa não só documental e historiográfica como fielmente pautada na iconografia da época. A obra traz ainda uma bibliografia sobre o tema, uma cronologia que ajuda a entender os fatos no calor da hora e inclui uma galeria de esboços preliminares e estudos de personagens, cenários e vestimentas.

Num romance em quadrinhos sobre a guerra do Paraguai, André Toral relata Adeus, amigo brasileiro (2008) a história de quatro personagens que participaram do conflito: dois vaqueiros do interior da Bahia, um jornalista carioca e um paraguaio que estudava em Londres. Acompanhando suas vidas, o autor constrói um grande panorama sobre a época e o contexto da guerra que envolveu entre 1864 e 1870 os países que atualmente fazem parte do Mercosul.  Toral mostra de que maneira a guerra interferiu diretamente na vida das pessoas – na carreira, nos negócios, nas relações familiares, nos casos de amor, nas convicções políticas e ideológicas. Seguindo o fio de um enredo fictício, ele acompanha o cotidiano dos exércitos no "teatro de operações", mostrando o pequeno comércio que se forma no rastro do deslocamento das tropas, as trocas entre os soldados, as pequenas ambições, os preconceitos de lado a lado, a ausência de glamour, os privilégios, as demonstrações de bravura e covardia etc. Essas e muitas outras obras contribuem significativamente para aproximar o jovem da leitura.

Publicado no Circuito Mato Grosso

Quadrinhos fazem adaptação de grandes romances e autores


Quadrinhos e literatura sempre conversaram entre si. Há uma década, o mercado brasileiro vive um bom momento para adaptações de romances para gibi – sobretudo de títulos dedicados ao público infantojuvenil, ainda em formação, para quem as versões apresentam clássicos ou obras recomendadas pelos principais vestibulares do país. 

Agora, as editoras voltam o foco para um público mais experiente e conhecedor de alta literatura, com quadrinizações que procuram ser obras completas, tão densas quanto os romances originais. Nesta seara, de Milton Hatoum a Guimarães Rosa, de Adolfo Bioy Casares a Albert Camus, variados autores têm seus livros transformados em romances gráficos.

Uma das mais esperadas adaptações deste ano é a de “Dois Irmãos”, do amazonense Milton Hatoum, feita pelos paulistanos Fábio Moon e Gabriel Bá para a Companhia das Letras, que será lançada neste mês.

No fim do ano passado, “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa, ganhou uma versão pelos quadrinistas Eloar Guazzelli e Rodrigo Rosa, em edição caprichada (com 7.000 volumes numerados) lançada pela Biblioteca Azul, selo da Globo.

Já “A Morte de Ivan Ilitch”, de Liev Tostói, ganhou sua versão pelas mãos do cartunista Caeto para a editora Peirópolis. E outras ainda deverão chegar ao mercado, como “O Seminarista”, que comemora os 90 anos de Rubem Fonseca, com roteiro adaptado por ele mesmo e ilustrado por Rodrigo Rosa, para a editora Agir.

Na avaliação do veterano Guazzelli, há três décadas envolvido no setor, “o mercado brasileiro de quadrinhos nunca viveu um momento tão positivo e muito disso aconteceu em função das adaptações”. Através delas, as editoras “descobriram” o nicho e o talento dos quadrinistas nacionais.

De acordo com Renata Farhat Borges, diretora da editora Peirópolis, essa virada aconteceu a partir de 2006, quando as adaptações de clássicos em quadrinhos passaram a ser incluídas nos editais de compra de livros para escolas.

Assim, obras importantes para o currículo escolar, como “O Alienista”, de Machado de Assis, começaram a ser quadrinizadas. No afã de vender para o governo, três versões somente desse romance machadiano já foram publicadas até agora, pelas editoras Companhia Editora Nacional, Ática e Escala, cada uma delas adaptadas por quadrinistas diferentes. Como elas exemplificam, uma enxurrada de quadrinizações de livros em domínio público inundou o mercado.

Para Guazzelli, a euforia do mercado para o nicho tem seu lado positivo e negativo. “Foi lindo ver quadrinistas podendo se dedicar a desenhar, ganhando por isso. Mas tudo que exige um ritmo industrial acaba perdendo na qualidade. O principal dessa história é que passaram a ver valor nos profissionais, que já estavam prontos para quando a oportunidade surgisse”, diz. Novo momento. 

O que acontece, agora, é uma nova percepção das editoras: a possibilidade de vender as adaptações para quem já consome os livros, para além da sala de aula.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quadrinhos de pernambucanos em exposição no Shopping Guararapes

Trabalhos de quadrinistas pernambucanos serão expostos, a partir desta segunda-feira (26), no Shopping Guararapes, em comemoração ao Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, celebrado na sexta-feira (30). A programação da primeira Expocomics Guararapes tem ainda mesas temáticas para discutir o tema e mostra de edições raras.

Jarbas Domingos, Bruno Alves, Romo Oliveira, Luciano Felix, Rafael Anderson, Thony Silas, Wamberto Nicomedes, Milton Estevam, Amaro Braga, Danielle Jaimes, Roberta Cirne, Laerte Silvino, Eduardo Schloesser e Rodrigo Acioli são os artistas que vão expor seus quadrinhos no mall.

Além disso, o colecionador Filipe Lira, da Fênix Comic Shop, trará quadrinhos raros e edições históricas de personagens como Homem-Aranha e Capitão América e relançamentos de edições raras como a do Batman em 1940.

As mesas temáticas serão no último dia da Expocomics, sábado (31), começando com o debate sobre A história do quadrinho nacional, com Bruno Alves e Murilo Lima. Em seguida, as discussões serão sobre a publicação de quadrinhos no Brasil, com Luciano Félix e Laerte Silvino, e quadrinistas brasileiros no exterior, com Thony Silas.
SERVIÇO Expocomics Guararapes

Com exposição de trabalhos de pernambucanos, edições raras e mesas temáticas
De 26 a 31 de janeiro
No Shopping Guararapes

Publicado no UOL

DIA NACIONAL DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: SUGESTÃO DE PROGRAMAÇÃO


Nesse dia 30 de Janeiro de 2015, a Gibiteca de Curitiba vai receber para um bate papo quadrinistas e editores para pontuar, debater e revelar quais são os planos e o futuro para os quadrinhos para o ano de 2015.
Ingresso: gratuito 
Data(s): 30/01/2015 
Horário(s): 19h às 21h 
Público Dirigido: não 
Espaço Cultural: Gibiteca de Curitiba

Os apaixonados por publicações em quadrinhos e seus personagens vão poder curtir o 2º HQ Comics Expo Embu das Artes no próximo final de semana. A abertura oficial da Exposição Coletiva Arte Embu Comics acontece na sexta-feira, dia 30, às 19h, no Centro Cultural Mestre Assis. Participam da mostra grafiteiros, quadrinistas e artistas da cidade e região, com pinturas e desenhos inspirados em histórias em quadrinhos e seus personagens. A exposição será das 9h às 20h, no sábado e domingo, dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro. Como já é tradição os fãs geralmente comparecem ao evento vestidos iguais aos seus personagens preferidos.  Por isso a HQ Comics de Embu elegerá os melhores cosplayers que circularem pelo local. 



O Espaço Multiverso, de casa nova, realizará nos dias 30, 31 de janeiro e 1º de fevereiro deste ano a 8ª Feira de Quadrinhos e Artes, evento em comemoração ao Dia do Quadrinho Nacional (30 de janeiro). O local terá promoções, lançamentos, oficinas, bate-papos e sessões de autógrafos. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Grande Sertão: veredas" ganha versão em quadrinhos

Assim como o Sertão, o romance Grande Sertão: veredas, obra-prima do mineiro João Guimarães Rosa, também é o mundo, é em toda parte, é dentro da gente, é sem lugar, é o sozinho. Uma das narrativas mais tocantes e trabalhadas da literatura brasileira, o volume é tão amado quanto respeitado – e, justamente por isso, considerado quase irretocável. Recriar ou inventar em cima de um livro tão icônico parece, na melhor das hipóteses, risco desnecessário.

Viver, no entanto, é muito perigoso, e a vida quer da gente coragem. Dois quadrinistas gaúchos, Eloar Guazzelli e Rodrigo Rosa, aceitaram o desafio proposto de contarem em HQ a história de Riobaldo, da guerra entre jagunços, o amor por Diadorim e a existência do diabo. Grande Sertão: veredas – graphic novel (Biblioteca Azul) foi publicado no final ano passado, em uma edição caprichada e com tiragem limitada de 7 mil exemplares. Uma versão ousada, com qualquer adaptação do clássico teria que ser.

No volume, com 180 páginas, reduz bastante as mais de 600 do romance – a principal dificuldade, segundo o roteirista Eloar Guazzelli. Experiente em adaptações, ele precisou, para poder cortar com coerência, colocar os acontecimentos em ordem cronológica, em oposição às deliciosas idas e vindas do pensamento de Riobaldo. Não sem uma boa dose de sofrimento, boa parte das elucubrações do personagem-narrador foram postas de lado, assim como algumas histórias paralelas. “Eu tive que cometer o crime de retirar coisas da obra”, define Eloar.

PUBLICADO NO: JORNAL DO COMÉRCIO

sábado, 17 de janeiro de 2015

Quadrinhos contra o Ebola

O artista moçambicano Justino Cardoso, 54 anos, lançou em agosto do ano passado uma polêmica obra em quadrinhos sobre os perigos epidêmicos do ebola.

O lançamento foi em conjunto com uma exposição no Museu Nacional de Etnologia de Nampula, região norte de Moçambique, no dia 06 de agosto de 2014 com encerramento no dia 06 de setembro do mesmo ano. Nampula está numa região com grande movimentação de imigrantes, principalmente de lugares afetados pelo ebola.

A história em quadrinhos "O Sorriso do Ebola" ironiza a doença e sua mortandade, alertando seus leitores sobre os verdadeiros riscos de surto epidêmico. Seu objetivo é a conscientização das populações tanto locais quanto vindas das regiões mais afetadas do continente. Material publicado no país, mas ainda não aproveitado pelos países vizinhos.

O artista já havia participado de outro lançamento de livro, "Macuas de Moçambique", e ministrado um curso, em comunhão com a UNESCO, de artes gráficas, desenho e escultura na instituição, e viu oportuno fazer uma narrativa informativa de alerta às populações na região. O Ebola voltou enquanto surto no começo de 2014 e ainda é uma doença ameaçadora no continente africano, aproximando-se de 9 mortes em 21 mil casos registrados até recentemente. A Organização Mundial de Saúde, no dia 14 de janeiro deste ano, registrou queda na mortalidade, apesar de que a crise do Ebola deve durar até final de 2015.

Se a taxa de tratamento e hospitalização continuar na faixa de 85%, o desfecho da epidemia poderá ocorrer em junho de 2015, segundo o pesquisador John Drake, da Escola de Ecologia Odum da Universidade da Geórgia.
 
PUBLICADO NO QUADRO A QUADRO

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Revista em quadrinhos de jovem em Divinópolis fala sobre solidariedade

Aos 19 anos, Gustavo Majory, um jovem estudante de Divinópolis, apaixonado por poesias, decidiu reinventar a forma de escrever e passou a produzir revistas em quadrinhos. A edição de número um, foi lançada essa semana com o tema "Natal Solidário". A intenção do jovem é conscientizar leitores que atitudes muitas vezes banalizadas, podem fazer a diferença na sociedade.
Segundo Gustavo o estilo de escrita não chamava muito a atenção dele, já que sempre esteve ligado à poesias. Há um ano quando decidiu que faria as revistas, com ajuda de um amigo desenhista, passou a pesquisar temas de venturas que pudessem despertar a consciência das pessoas com relação a atos banalizados, como ajudar um menino de rua. "A decisão por fazer gibi veio naturalmente. Acho que as pessoas que escrevem passam por fases, já escrevi muitas poesias, crônicas, ao decorrer do tempo vamos mudando e agora decidi investir em histórias de quadrinhos", disse.
A intenção do jovem escritor é que a cada mês a revista trate de um teme e já está programado para a próxima edição  uma revista que tratará de meio ambiente. "A intenção é falar da limpeza do nosso rio Itapecerica", disse.
Primeira edição
Com o tema "Natal Solidário", a revista conta a história de uma turma chamada pelo autor de "Turminha do Itapecerica", onde três personagens principais, que são crianças com idades de sete e oito anos, se unem para proporcionar um Natal diferente para um menino de rua. Juntos eles acionam outros amigos e recolhem roupa, brinquedos e até comida. Em seguida fazem a entrega dos presentes juntos. "A ação é mobilizada pelas próprias crianças. A intenção é mostrar que é possível fazer algumas coisas que ao final vão gerar satisfação para a sociedade. O menino ficou feliz e as crianças que ajudaram também", disse

Disponível em: G1 CENTRO OESTE MG

Aprendendo com os quadrinhos

por
Inaldo da Paixão Santos Araújo





Certo dia, escrevi que muito aprendi e aprendo com as histórias em quadrinhos. Apesar de ser um entusiasta por mudanças e em nelas acreditar, não mudei o meu pensar. Como já confessei alhures, se hoje sou um apaixonado pelos livros, o meu encantar teve como mote principal a arte dos quadrinhos. Saudades (sempre!) das primeiras leituras de Mickey Mouse e dos geniais heróis, da Marvel e da DC Comics.
Muitos desconhecem a essência dos quadrinhos e até os banalizam. O fato é que eles são importantes no processo de aprendizagem, e isso não deve, nem pode, ser desconsiderado.
Entendo que a história em quadrinhos representa a junção de duas artes: o desenho e a escrita. E não podemos esquecer: é a arte que nos aproxima do divino.
Desse modo, a leitura visual é um fator que motiva e desperta o interesse para a leitura, de forma criativa, lúdica e prazerosa, ampliando o potencial de comunicação e conhecimento, até mesmo para os pequenos que não sabem “ler” (no sentido convencional do verbo).
Assim sendo, gosto, sempre que possível, de utilizar essa figura que encanta como um veículo que transmite bons exemplos, promovendo, igualmente, o ensino de bons valores e de bons hábitos.
Utilizar o quadrinho para o ensino torna a apreensão do conhecimento algo muito mais descomplicado, pois o estudo se torna uma enorme brincadeira. E afinal, quem não gosta de aprender brincando?
Não é à toa que o dizer atribuído a Platão assim informa: “Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa”.
Mas voltando ao tema dos personagens dos quadrinhos, há muito deixei de ler os almanaques da Disney. Muito tempo faz que não lia o universo dos super-heróis. Não consegui acompanhar suas constantes alterações, seus estranhos mundos, suas mudanças de uniformes e suas mortes e ressurreições.
Para os não iniciados, explico a quais heróis me refiro: da editora DC Comics, o Batman e o Super-Homem; já os da editora Marvel, o Homem de Ferro, o incrível Hulk, o Thor, o Capitão América e o impressionante Homem-Aranha.
Faz algum tempo, ao passar em uma banca de revistas, em um centro comercial da cidade (alguém já percebeu que na orla de Salvador não existem bancas de jornais? Aliás, o que existe mesmo naquilo que nós soteropolitanos denominamos de orla?), chamou minha atenção uma nova publicação do Homem Morcego.
Como era o número um, resolvi comprar e voltar ao passado, ou tentar entender o presente.
Fui duplamente agraciado. Primeiro, ao ler a revista, lembrei-me das minhas leituras às tardes, no bairro de Itapuã, local onde passava o verão e não via o tempo passar. Hoje, como já escrevi, não passo – nem posso passar – na praia de Itapuã.
Naqueles tempos, como era difícil conseguir dinheiro com o velho Paixão para comprar um exemplar para minha pequena coleção de gibis! (um dia, ainda confesso meus pecados). Mas hoje o que me falta é, cada vez mais, tempo para ler.
O segundo motivo para o meu contentar foi o discurso proferido por Bruce Wayne (o Batman) sobre o dia de amanhã, nas primeiras páginas da revista, na história “Truque com facas”, com roteiro de Scott Snyder.
Nele, o milionário Bruce Wayne, ao defender propostas inovadoras para a cidade de Gotham City, relata que não há sentido em se preocupar com o que se foi ou com o que se é, mas, sim, com o que se quer ser. No transcurso da sua fala, Wayne rememora um dizer de seu pai e verbaliza que “o amanhã está a um sonho de distância”.
Ao ler essa frase, muito refleti sobre a importância do sonhar e do acreditar para a transformação de uma realidade. Em outras palavras, toda realização humana depende sempre do ato de idealizar.
É, caro leitor, em face das atribulações da vida, tenho deixado de lado muitas coisas boas, simples e, paradoxalmente, importantes.
Entretanto, permita o Senhor que eu não perca a minha capacidade de ler e que, nas minhas leituras – seja de livros ou de quadrinhos –, eu continue a compreender o quanto é bom recordar, o quanto é bom viver, o quanto é bom aprender, o quanto é bom sonhar; afinal, não é o sonho que nos separa do amanhã? Contudo, o que ao mesmo tempo separa aproxima.
Além disso, não é no amanhã que, como poetizou Guilherme Arantes, “está toda a esperança por menor que pareça” e “mesmo que uns não queiram, será de outros que esperam ver o dia raiar”?  
Texto original disponível em: Tribuna da Bahia

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

VOTOS DE UM FELIZ 2015!

O ano de 2015 passou tão rápido que a impressão que fica é que foi pouco tempo para muita coisa que precisava ser feita. Mas vem aí o ano de 2015, renovando esperanças e abrindo caminho para muitos projetos. 

A nossa Gibiteca continua aí, firme e forte, caminhando para 8 anos de existência. Parece que foi ontem. Agradecemos imensamente a todos os nossos colaboradores, a todas as pessoas que se dispuseram, de uma forma ou de outra, a ajudar nosso projeto, a acreditar que ela possível tonar o ensino mais lúdico e prazeroso.

Uma vez fui chamada à atenção porque falei justamente isso: que aprender devia ser agradável. Continuo acreditando nisso porque não há prazer igual ao de completar uma atividade com êxito, de sentir que o esforço valeu a pena, de construir alguma coisa, mesmo que seja um pequeno mas significativo conhecimento,

Que 2015 seja o ano das construção: que possamos construir com a nossa imaginação e que os quadrinhos possam ser nossa matéria-prima.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mangá cheio de química


Paixões adolescentes, intrigas de um colégio interno e química, em todos os sentidos. A mistura inusitada foi proposta por um projeto da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e transformada no mangá Sigma Pi, história em quadrinhos ao estilo oriental que explora as confusões da rotina de um colégio interno a partir da ciência. O resultado final é uma série que mostra de maneira simples e divertida como a química está presente nas mais diferentes situações do dia a dia.

A trama, que já está na sétima edição, é de autoria da química Adriana Yumi, da UFSCar, que teve a ideia de misturar suas duas paixões: química e quadrinhos. “Sempre fui fã de quadrinhos, como a Turma da Mônica, e de mangás, e comecei a desenhar e escrever o Sigma Pi em 2009, quando ainda estava cursando a graduação em química”, lembra. “Acho que essa é uma ótima forma de despertar o interesse de adolescentes e do público em geral pela química e pelas ciências exatas.”

As histórias são destinadas principalmente ao público infanto-juvenil e envolvem as rotinas de cinco personagens que estudam juntos em um colégio interno.

“Branca, a protagonista, vai estudar nessa escola, onde todos devem se filiar a algum clube, e ela acaba obrigada a entrar no clube de química, o Sigma Pi”, conta. “Apesar da resistência inicial, ela acaba gostando da experiência e conhecendo novos amigos e percebe que a química está em todos os lugares e pode ser muito interessante”, conta Yumi.  

Química do dia a dia

Além de desentendimentos, romances, comédia e outros ingredientes que têm tudo para despertar o interesse do público, a autora aborda temas como átomos, os três estados da matéria, ácidos, bases.
A autora, que atualmente escreve o oitavo número do mangá, pretende concluir a trama em vinte edições.
 
“Por exemplo, em um ponto da história, as personagens não podem entrar no laboratório do clube, então decidem fazer um experimento com elementos do cotidiano, fora do laboratório, para distinguir ácidos de bases”, destaca Yumi. “Eles mostram que, se fizermos um suco de repolho roxo, que serve como um indicador de acidez, e adicionarmos vinagre, a mistura fica rosa, indicando que o vinagre é ácido. Se colocarmos sabão em pó, fica verde, pois o sabão é uma base.”

A autora, que atualmente escreve o oitavo número do mangá, pretende concluir a trama em vinte edições. Cada revista custa de 4 a 6 reais, mas todas elas também estão disponíveis para leitura on-line. “Apesar dos gastos que tenho com a série, vale a pena porque, além de ser um meio de entretenimento, é uma forma de divulgar a química”, ressalta. “E o trabalho também é muito importante para mim, pois evoluí bastante como escritora desde a primeira edição.”

PIsabelle Carvalho
Retirado do Ciência Hoje On-line

Fatos do cotidiano viram histórias em quadrinhos

André Moraes
andre.moraes@jcruzeiro.com.br

Com certeza você já leu alguma História em Quadrinhos (HQ), não é mesmo? Essas revistinhas trazem, geralmente, histórias fantásticas de super-heróis, que lutam contra vilões ou até mesmo monstros. Mas há aquelas, também, que trazem narrações divertidas, que fazem todos rirem, como a Turma da Mônica, por exemplo. Mas imagine você liberar toda a sua criatividade e criar sua própria HQ? É isso que fizeram os alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual José Roque Almeida Rosa, da Vila Formosa, em parceria com os estudantes do curso de Artes Visuais da Universidade de Sorocaba (Uniso).

O resultado de todo esse trabalho foi a criação de diversas Histórias em Quadrinhos bastante divertidas, que ficaram expostas para todos que quisessem conhecê-las na Biblioteca Aluísio de Almeida, que fica na Cidade Universitária da Uniso, entre os dias 13 e 23 de novembro. Os alunos da rede estadual capricharam nas ideias e fizeram HQs com temas bastante variados. Os super-heróis apareceram em algumas criações, mas assuntos do dia-a-dia, como namoros e até mesmo a falta d"água foram abordados pelos estudantes, que ficaram sabendo mais sobre as técnicas utilizadas na hora de criar uma História em Quadrinhos.

Criação em equipe

Os alunos da escola da Vila Formosa foram orientados por estudantes do curso de Artes Visuais da Uniso, que ensinaram como criar uma HQ, que é um tipo de arte muito conhecido no mundo todo. A coordenadora do curso de Artes Visuais, Tânia Cristina dos Santos Boy, afirma que a História em Quadrinhos pode fazer com que as pessoas pensem mais sobre assuntos de nossa realidade, mas de uma forma mais divertida. "A linguagem das HQs está muito próxima dos jovens e adolescentes que se identificam com os personagens e os enredos das muitas revistas de Mangás existentes no país", declara.

O resultado foi um sucesso e 75 adolescentes, dos 6º e 7º ano da Escola José Roque de Almeida Rosa, participaram muito entusiasmados das oficinas. "Os alunos das oficinas aprenderam sobre a história da HQ, sobre as técnicas de desenho, sobre os tipos de balões utilizados para os textos, sobre a criação dos personagens, movimento, materialidade da arte, entre outros assuntos. Assim, puderam ao longo do ano desenvolver a criação de personagens que viveriam as histórias das HQs", afirma Tânia.

Futura professora

A jovem Bianca Beatriz Monteiro Faria, 22 anos, foi uma das orientadoras das oficinas de HQs. Ela pretende ser professora de artes futuramente, portanto conseguiu aprender na prática como seria dar aulas para os alunos da rede estadual. "Vi muitos alunos superarem seus próprios problemas e, através da arte, tendo momentos de lazer, liberdade de expressão, criatividade e reflexão sobre vários assuntos da atualidade", afirma.

Ela diz que os alunos da escola da Vila Formosa estavam muito abertos para aprender as técnicas de se fazer uma História em Quadrinhos e aproveitaram bastante a oficina, para tirar dúvidas sobre qual balão usar em cada fala dos personagens, e também como fazer com que os desenhos mostrem, realmente, a mensagem que o criador quer passar. "Alguns estavam com um pouco de receio em desenhar no começo do ano, pois pensavam que não sabiam desenhar ou não conseguiriam fazer bonito. Mas depois de conversas e palavras motivadoras para conseguirmos que eles treinassem bastante, eles mudaram de ideia, porque viram que eles conseguiam sim", diz.

Dicas para sua HQ

* Criação da história: Se tiver dificuldades em criar alguma história, observe algo que acontece no seu dia-a-dia e transforme em uma HQ. Pode ser alguma situação vivida na escola, na sua casa, com seus amigos, etc. Então comece a incluir algumas piadinhas, exagere algumas coisas, e fique à vontade para criar!
* Quadrinhos: Depois de criar o roteiro, faça as contas de quantos quadrinhos sua história vai precisar. Dividindo uma folha de sulfite ao meio, você pode fazer a capa na primeira página, deixar a história na segunda e na terceira, e colocar o seu nome na última. Nas folhas do meio, desenhe os quadrinhos, que são onde a história vai acontecer.
* Primeiro os balões: Para começar cada quadrinho, comece sempre pelo texto, que vai dentro dos balões dos personagens. Lembre-se que cada tipo de balão representa o tipo de fala do personagem (fotos). É indicado começar pelos balões, colocando os desenhos depois, porque senão você pode se empolgar com os cenários e os personagens e aí não sobra espaço para os balões, que são super importantes!
* Letras maiúsculas: Dentro dos balões, é bom sempre usar letras maiúsculas, pois facilita na hora que alguém for ler sua historinha. Capriche para ficarem mais ou menos do mesmo tamanho. Você pode destacar palavras importantes ou gritos com cores mais fortes.
* Onomatopéias: Essa palavra difícil é a expressão que usamos para descrever as palavras que imitam sons. Use bastante essas palavras, que deixam a HQ mais divertida!
* Final da história: O final é muito importante. Imagine que todo leitor gosta de uma surpresa no final. Não se esqueça de colocar a palavra "fim" no último quadrinho.
* Lápis: Faça tudo a lápis primeiro, pois assim fica mais fácil de arrumar alguma coisa que você não tenha gostado durante a criação da HQ.

Essas dicas são da Evelyn Heine, que trabalhou como roteirista de Histórias em Quadrinhos publicadas pela editora Abril, como do Pato Donald, Zé Carioca, Tio Patinhas e Mickey. Fonte: www. divertudo.com.br

Retirado do Cruzeiro do Sul

DOCUMENTÁRIO: MULHERES DESENHADAS

Mulheres Desenhadas é um documentário performático sobre a experiência de ser uma mulher que desenha. Em 10 minutos, experiências pessoais são relacionadas com acontecimentos midiáticos e obras variadas. 

Foi publicado no youtube semana passada, no dia 04 de dezembro. É curtinho, apenas 10 min, mas muito interessante e um estímulo às meninas que gostam de desenhar mas que não são levadas a sério.

Vale a pena assistir.


História da Arte ganha cores e traços de quadrinhos

“A Provença deve ser um lugar lindo. Tenho certeza de que você vai se recuperar lá”, diz um esperançoso Theo van Gogh, que ouve como reposta do irmão Vincent, prestes a embarcar em um trem para a bucólica Arles, na França: “Acima de tudo preciso produzir muito”. O diálogo revelador é um dos primeiros da graphic novel “Vincent” (R$ 29,90), de Barbara Stok, que acaba de ganhar edição brasileira pela Editora L&PM.

A obra retrata os últimos anos da vida do pintor holandês Van Gogh, que se mudou para a pequena cidade francesa com o objetivo de fundar uma colônia de artistas. Porém a falta de dinheiro e de perspectivas para o futuro, além da culpa que sentia por ser sustentado pelo irmão, fez os tormentos psicológicos de Vincent se agravarem, culminando com o conhecido episódio em que o artista decepou parte da sua orelha direita.

São esses embates internos e acontecimentos da fase mais rica e revolucionária do gênio pós-impressionista que Stok retrata em quadrinhos de traços pop, singelos e coloridos. Barbara ainda incorpora ao livro trechos de cartas escritas ao irmão Theo e telas do próprio pintor, assim como seu processo criativo e suas ideias sobre pintura. Para chegar a isso, a ilustradora trabalhou por três anos com apoio do Museu Van Gogh, de Amsterdã.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Funesc promove debate sobre a produção de quadrinhos no Nordeste

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) realiza, nos dias 29 e 30 de novembro, a segunda edição do “Espaço HQ”, projeto que tem como objetivo reunir quadrinistas, críticos, fãs e colecionadores de quadrinhos para diálogos, intercâmbio e formação na área. No sábado (29), a programação tem início com a oficina “Introdução aos Quadrinhos Digitais”, ministrada pela dupla Daslei Ribeiro e Marcelo Soares. No domingo (30), acontece a mesa redonda “A Produção de Quadrinhos no Nordeste”, com participação de João Lin (PE), Manassés Filho (PB) e Milena Azevedo (RN). Nos dois dias, as atividades ocorrem das 15h às 17h, no Auditório 5 do Espaço Cultural.

No domingo, após a mesa redonda, das 17h às 19h, acontece a Feira de Quadrinhos Independentes, um espaço para a comercialização de quadrinhos autorais, onde os quadrinistas (paraibanos ou de outros estados) podem adquirir uma mesa para vender seus trabalhos. A ideia é fornecer um ambiente de comercialização de quadrinhos da região, apresentando ao público o que tem sido produzido nos últimos tempos de forma independente e movimentar a economia criativa na Paraíba. Os interessados em participar podem solicitar uma mesa acessando o formulário http://goo.gl/Y6LngZ.

Oficina Introdução aos Quadrinhos Digitais – Consideradas artes gráficas sequenciais, e importantes formas imagéticas contemporâneas, as histórias em quadrinhos foram se construindo ao longo do século como meio de comunicação e, ao mesmo tempo, aperfeiçoando-se em estética, estrutura e diálogos com as novas mídias que surgiam.

Naturalmente, as HQs migraram para o campo digital e foram ganhando novos contornos à medida em que essa nova área ia evoluindo. A oficina tem como objetivo apresentar e discutir como se deu esse processo de mutação das HQs, a partir da observação de sua inserção no meio digital. Para tanto, os ministrantes trazem exemplos de obras, vídeos, entre outros, que demonstrem bem as várias nuances desse relacionamento e as possibilidades que essa relação traz para a arte.

Joao Lin - Artista visual com atuação na produção de quadrinhos, cartum, ilustração, videoarte e intervenção urbana. Como artista gráfico recebeu vários prêmios em salões nacionais e internacionais de humor e quadrinhos, edita a revista de quadrinhos autorais Ragú e ilustra para a literatura infantil e algumas revistas de conteúdo jornalístico. Na pesquisa “Vestígios” foca sua ação na busca de intersecções possíveis entre as linguagens dos quadrinhos e do audiovisual. Atualmente é coordenador assistente do projeto social Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia - Recife.

Manassés Filho - Dono da Comic House há 11 anos, Manassés é um profundo conhecedor não só dos quadrinhos paraibanos, mas também nacionais e internacionais. Organizou, em 2012, a Top! Top! – Convenção Paraibana de Quadrinhos e realiza desde 2010 sessões regulares de autógrafos na Comic House com quadrinistas nacionais e internacionais.

Milena Azevedo - Historiadora formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com mestrado na mesma área, concluído na UNISINOS, no Rio Grande do Sul. Já foi professora e empresária, mas atualmente trabalha como roteirista, letrista e diagramadora de histórias em quadrinhos. É editora do PortalGHQ, revista eletrônica sobre cultura pop, e resenhista do site Universo HQ. Já publicou quadrinhos nas revistas Subversos, Maturi, Mosaico, Zona Gráfica #3 (Portugal) e Monotipia (virtual).

Em 2013, junto com o chargista Brum, fundou a MBP (selo independente de quadrinhos) e lançou O Guarda-Vidas e a coletânea Visualizando Citações (finalista por duas vezes consecutiva do Troféu HQ Mix, maior premiação do gênero no Brasil). Organiza eventos de cultura pop na cidade do Natal, como HQ Zone e Feira e Mostra de Quadrinhos do Mercado de Petrópolis, e é curadora do setor de quadrinhos da FLiQ.

Espaço HQ- Desenvolvido pela Funesc, o projeto Espaço HQ pretende realizar mensalmente atividades voltadas a esse segmento de produção, como oficinas, laboratórios, discussões, palestras e vivência entre profissionais e amadores da área. A primeira ação do projeto iniciou em outubro, com o Laboratório de Quadrinhos, ministrado pela quadrinista Thaïs Gualberto. A ação teve início no mês de outubro, com a primeira mesa redonda “A Importância dos Quadrinhos na Formação do Leitor”.

RETIRADO DO PBAGORA

domingo, 23 de novembro de 2014

Plenarinho lança concurso de história em quadrinhos para estudantes


Os estudantes que gostam de desenhar tem agora uma chance de mostrar seus talentos participando do concurso de histórias em quadrinhos do Plenarinho, da Câmara federal. O concurso é denominado Um mundo sem regras e é destinado a crianças de 7 a 14 anos de todo o Brasil. Os trabalhos devem ser enviados até o dia 12 de dezembro.

A temática do concurso é “Um mundo sem regras” e é destinado a crianças e jovens nascidos entre 2000 e 2007. A finalidade é levar a criança e o adolescente a pensar sobre um mundo sem regras, como seria uma cidade sem regras de trânsito, uma sociedade sem as regras de convivência e assim, por diante. 

A intenção é que os estudantes transformem suas ideias em história em quadrinhos de no máximo uma página A4. Os melhores trabalhos serão publicados na revistinha do Plenarinho e os seus autores receberão livros, cadernos e revistas. A divulgação do resultado está prevista para o dia 30 de dezembro.

Os trabalhos devem ser enviados para o Plenarinho, Praça dos Três Poderes, Câmara dos Deputados, Anexo I, 15º andar, sala 1503, Brasília – DF, CEP: 70160 – 900.

Retirado do SURGIU

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Gibi ensina a criançada a lidar com o dinheiro

Cada vez mais cedo, as crianças fazem parte da vida financeira das famílias influenciando no consumo, decidindo por produtos, marcas e locais de compra, além de serem fortemente atingidas pela publicidade direcionada a elas. Pensando nisso, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – Proteste lançou o Gibi Mesada para ensinar os pequenos consumidores a lidar com dinheiro. Cartilhas, revistas de histórias em quadrinhos e livros são instrumentos que podem ajudar os pais na educação dos filhos com noções básicas da vida econômica.

Voltados para o público infantil, os quadrinhos da Proteste apresentam a melhor maneira de planejar os gastos e as táticas que ajudam a “esticar” a mesada. As dicas mostram que o assunto pode ser bem divertido. A proposta da publicação, que tem 16 páginas, é mostrar a diferença entre necessidades e desejos de consumo, a fim de estabelecer limites entre as coisas de que as crianças realmente precisam e aquelas que querem comprar.

De acordo com a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci, quem aprende a controlar a mesada na infância e adolescência tem mais chances de equilibrar as finanças a vida inteira. “A publicação ensina aos pequenos de maneira lúdica. O gibi oferece uma leitura bem dinâmica, com mensagens claras e situações do dia a dia próximas à realidade da criança. Por meio dos diálogos entre os personagens Laurinha e Bruno, são ensinados conceitos e ideias importantes, como consumo consciente, administração do dinheiro, aprendizado sobre o que é caro e barato e reconhecimento do valor do trabalho, mostrando para as crianças que os pais não têm acesso a quantidades ilimitadas de dinheiro.”

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“Meu Pequeno Evangelho”: Turma da Mônica vai contar histórias de apologia ao espiritismo

A Turma da Mônica, grupo de personagens de histórias em quadrinhos criado pelo cartunista Maurício de Sousa, será usado para difundir as crenças espíritas sobre Jesus e o Evangelho.

O livro “Meu Pequeno Evangelho” traz histórias do grupo de personagens infantis escritas em parcerias com o espírita Luis Hu Rivas, um designer peruano, e Alã Michell, que desde os 15 anos de idade é adepto da religião.

De acordo com o jornalista Felipe Patury, essa não é a primeira vez que de Sousa publica histórias religiosas da Turma da Monica. “O que nunca tinha feito é um livro que juntasse Monica, Cebolinha, Cascão, Magali, Anjinho e Penadinho em histórias de cunho espírita”, pondera Patury.
Em pré-venda, o livro “Meu Pequeno Evangelho” é descrito na sinopse da Boa Nova Editora – especializada em publicações espíritas – como uma obra de mensagens positivas a respeito do Evangelho.

“Neste livro, a Turma da Mônica recebe a visita de André, um primo do Cascão que vai apresentar para as crianças conceitos do Evangelho que todos podemos usar no dia a dia, independentemente da religião que praticam. Meu Pequeno Evangelho traz lindas mensagens de amor, caridade e humildade, contadas de forma divertida com os personagens mais queridos do Brasil”, diz o resumo

O espiritismo é uma doutrina derivada do cristianismo criada pelo pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo Allan Kardec, que mistura ciência, filosofia e fé na busca por uma “melhor compreensão não apenas do universo tangível (científico), mas também do universo a esse transcendente (religião)”, de acordo com o resumo do Wikipedia.

No Brasil, uma das principais difusoras das mensagens do espiritismo são as novelas da TV Globo que tratam sobre vida após a morte, reencarnação, almas gêmeas e outros assuntos pertinentes a essa doutrina.

RETIRADO DO GNOTÍCIAS

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

AUGUSTO DOS ANJOS, QUADRINHOS E BIOGRAFIA


Esta semana comemora-se  o centenário da morte de Augusto dos Anjos, poeta paraibano que veio a morar e falecer em Leopoldina (MG). Uma série de eventos vem sendo realizados desde o dia 17 de outubro, em Leopoldina, lugar de descanso do poeta. Dentre as atividades tivemos hoje o lançamento do álbum Augusto dos Anjos em Quadrinhos, pelo roteirista Jairo Cézar.

Amanhã teremos uma mesa redonda com a participação do autor e da professora e pesquisadora dos quadrinhos, Natania Nogueira. O tema da mesa é "Quadrinhos e Augusto" onde serão tratados assuntos como quadrinhos e educação e biografias em quadrinhos. O evento é aberto a toda a comunidade.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Gibiteca de Santos sedia encontro sobre 'Quadrinhos Institucionais'

A Gibiteca Marcel Rodrigues Paes, em Santos, no litoral de São Paulo, sedia neste sábado (8) o encontro "Quadrinhos Institucionais". Serão discutidas histórias em quadrinhos que integram campanhas educativas de vários segmentos, como saúde, meio ambiente, segurança, cidadania e mobilidade urbana.

Participarão do debate os ilustradores André Luiz de Souza Lima, mais conhecido como AndreHQ, e Alexandre Huber, além do publicitário Halans Nicácio Ferreira.

O encontro é realizado pela Secretaria da Cultura de Santos (Secult). A Gibiteca fica localizada no Posto 5, na orla do bairro Boqueirão, em frente à Rua Oswaldo Cruz. O evento acontecerá às 17h, com entrada franca. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3288-1300.

Retirado do G1